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CAPIL-Cooperativa Agro-Pecuária de Itaperuna Ltda

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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Gado de leite - a importância das forrageiras no sistema de produção a pasto.

No sistema de produção de leite a pasto, é preciso que o produtor fique atento ao teor de matéria seca da forrageira, pois quando ele é baixo, pode limitar o consumo de alimento pelos bovinos.

O agronegócio do leite vem passando por profundas mudanças nestes últimos anos, devido à abertura da economia brasileira ao mercado internacional. Neste novo contexto, a exigência sobre os produtores nacionais aumentou para que estes passassem a produzir leite em maior volume, com maior regularidade e melhor qualidade. Para que isso ocorra, o produtor precisa decidir qual o sistema de produção de leite (a pasto, confinado, semiconfinado) é o mais adequado para as condições da sua região, bem como qual a melhor forrageira para o gado de leite. Além disso, precisa escolher que tipo de rebanho ou raça melhor se adapta ao seu sistema de produção.
Teor da matéria seca

Se o produtor optar pelo sistema de produção de leite a pasto, seja ele rotativo ou contínuo, é preciso que fique atento ao teor de matéria seca da forrageira pois, quando ele é baixo, pode limitar o consumo de alimento pelos bovinos. Exemplo: forrageiras com teor de 15% de matéria seca ou menos podem causar problemas de fezes muito líquidas. Outro fator muito importante é que o teor de matéria seca aumenta com a idade da planta.

“Quando o teor de matéria seca for baixo, o fornecimento de concentrado, especialmente para as vacas de maior produção (acima de 12 kg de leite/vaca/dia), pode corrigir este problema, visto que o concentrado usualmente tem em torno de 88% de matéria seca”, afirma o pesquisador da Embrapa, Fermino Deresz.


Teor de proteína bruta

Quanto ao teor de proteína bruta, este diminui com o aumento da idade da planta. Por exemplo, forrageiras tropicais, com 30 dias de idade e adubadas com fontes de nitrogênio, apresentam em torno de 14% a 16% de proteína bruta na base da matéria seca, em amostras obtidas de parte da planta que o animal seleciona em condições de pastejo. Em condições de capim verde picado (planta toda) com 30 dias de idade, o teor de proteína cai para 10% a 12% na base da matéria seca. Esta é uma das grandes diferenças entre o capim selecionado pelo pastejo e o capim verde picado.

Forrageiras tropicais com menos de 12% de proteína bruta na base da matéria seca, em condições de pastejo, limitam a produção de leite. Isso porque não se recomenda para as vacas em lactação menos de 12% de proteína bruta na dieta. A dieta pode ser apenas pasto ou pasto mais concentrado, ou, ainda, pasto mais volumoso (silagens, feno) e mais concentrado. Além disso, é com base no teor de proteína bruta do volumoso (pasto ou silagens ou feno) que se balanceia (formula) o concentrado.

Usualmente, são necessárias 85 g de proteína bruta para cada quilo de leite a 4% de gordura. Então, se vamos formular um concentrado para ser fornecido na base de 1 kg para cada 2 kg de leite precisaria de 170 g de proteína bruta em cada quilo de concentrado. Entretanto, a eficiência de utilização da proteína bruta pela vaca não é 100%, e sim em torno de 85% a 90%. Por isso, precisamos formular um concentrado com 10% a 15% acima das necessidades do animal, ou seja, com 19% a 20% de proteína bruta na base da matéria seca.

  Quanto menor o período de descanso da pastagem, melhor a qualidade da forragem a ser fornecida ao gado leiteiro
Potencial da forrageira fornecida

Em termos de manejo de pastagem, é importante definir qual é o potencial de produção de leite da forragem disponível na propriedade. Isso vai depender do manejo da pastagem. O pastejo rotativo tem a grande vantagem de controlar a qualidade da forragem quando se define o período de descanso da pastagem. Quanto menor o período de descanso da pastagem, melhor a qualidade da forragem. O período de descanso, teoricamente, pode variar de 24 a 45 dias. É lógico que a pastagem com 30 dias de descanso tem melhor qualidade do que aquela com 45 dias de descanso, nas mesmas condições de adubação.

A fração fibra em detergente neutro (FDN)

A fração fibra em detergente neutro ou FDN é determinada em laboratório. Seu teor aumenta com a idade da planta. Quanto menor o teor de FDN, maior o teor de energia na forrageira tropical. Quanto menor o teor de FDN na forragem, maior é o consumo de alimento. Da mesma forma, é importante salientar que, quando nos referimos a vacas de alta produção de leite(35 a 40 kg/dia), o teor de FDN máximo está ao redor de 30% na base da matéria seca. O teor de FDN é usado no balanceamento de dietas de vacas, especialmente aquelas de alta produção.

Por isso é que o feno, o capim verde picado e as silagens de forrageiras tropicais têm limites máximos de participação nas dietas de vacas de alta produção. Se o teor máximo de FDN na dieta na base da matéria seca é de 30%, então, a participação de uma forrageira tropical, com 60% de FDN, só pode ser de no máximo 50% da matéria seca da dieta. Ou seja, 50% da matéria seca deve vir do concentrado.



Digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS)

Outra variável muito importante para avaliar a qualidade de uma forrageira é a digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS). Essa avaliação também é feita em condições de laboratório. Quanto maior o valor da digestibilidade in vitro da matéria seca de uma forrageira, melhor é a sua qualidade e melhor é o consumo de alimento. A variável consumo é muito importante para vacas leiteiras e para ganho de peso em animais em crescimento. Existe um denominador muito importante para o valor da digestibilidade in vitro da matéria seca. Qualquer valor abaixo de 65% diminui o consumo de alimento.

À medida que aumenta a idade da planta, diminui a digestibilidade in vitro da matéria seca. As forrageiras tropicais manejadas com 30 dias de descanso apresentam valores de digestibilidade in vitro da matéria seca ao redor de 65%. Se o período de descanso aumenta de 30 dias, o teor de digestibilidade in vitro da matéria seca cai para valores menores que 65%. Se não houver controle na idade da planta por meio do período de descanso, a digestibilidade in vitro da matéria seca pode ser inferior a 50%, e, neste caso, é possível esperar valores de consumo de 1 a 1,5% do peso vivo, em lugar dos 3% do peso vivo observado com valores de 65% ou acima disso.

A única maneira de aumentar a digestibilidade in vitro da matéria seca é com a utilização de concentrados com alta digestibilidade. Só que, nesses casos, os custos de produção aumentam, pois os suplementos concentrados são sempre mais caros do que a forragem.
*Fonte Revista Gado de Leite 


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Previsão do Tempo - 09/02/2015 a 13/02/2015.


Entrega do Imposto de Renda 2015 começa em 2 de março.

Deve declarar quem recebeu rendimentos acima de R$ 26.816,55 em 2014.
Quem entrega no início do prazo, sem erros, tem restituição mais cedo.


Os contribuintes que enviarem a declaração no início do prazo, sem erros, omissões ou inconsistências, também recebem mais cedo as restituições do Imposto de Renda – caso tenham direito a ela. Idosos, portadores de doença grave e deficientes físicos ou mentais têm prioridade. Os valores começam a ser pagos em junho de cada ano pelo governo e seguem até dezembro, geralmente em sete lotes.
Segundo a Receita Federal, estão obrigadas a apresentar a declaração as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 26.816,55 em 2014 (ano-base para a declaração do IR deste ano). O valor foi corrigido em 4,5% em relação ao ano anterior, conforme já havia sido acordado pela presidente Dilma Rousseff.
De acordo com a Receita Federal, também estão obrigados a apresentar o documento neste ano os contribuintes que receberam rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.
A apresentação do IR é obrigatória, ainda, para quem obteve, em qualquer mês de 2014, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas.
Se o contribuinte entregar depois do prazo ou se não declarar, caso seja obrigado, poderá ter de pagar multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, calculada sobre o total do imposto devido nela calculado, ainda que integralmente pago, ou uma multa mínima de R$ 165,74.


Obrigatoriedade

Quem tiver a posse ou a propriedade, em 31 de dezembro de 2014, de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil, também deve declarar IR neste ano. Este é o mesmo valor que constava no IR 2014 (relativo ao ano-base 2013).
A obrigação com o Fisco se aplica também àqueles contribuintes que passaram à condição de residente no Brasil, em qualquer mês do ano passado, e que nesta condição se encontrassem em 31 de dezembro de 2013.
A regra também vale para quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja destinado à aplicação na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias contados da celebração do contrato de venda.
Também é obrigatória a entrega da declaração de IR 2015 para quem teve, no ano passado, receita bruta em valor superior a R$ 134.082,75 oriunda de atividade rural. No IR de 2014, relativo ao ano-base 2013, este valor era de R$ 128.308,50.
O documento também tem de ser entregue por quem pretenda compensar, no ano-calendário de 2014 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2014, informou a Receita Federal.

*Fonte: G1/ Adaptado para o Blog da CAPIL  

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Previsão do tempo para Itaperuna - RJ - 27/01/2015 a 31/01/2015.


UTILIZAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR NA ALIMENTAÇÃO DE BOVINOS


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COMO USAR
A cana-de-açúcar pode ser usada como fonte forrageira para o período da seca, na alimentação de bovinos confinados ou em pastejo; neste caso, como uma forma de resolver problemas relacionados à baixa disponibilidade de matéria seca da pastagem. Em ambos, a cana deve ser picada e não triturada, para efetivamente reduzir o comprimento da fibra e melhorar o seu consumo.
Para pequenos plantéis, a colheita pode ser feita manualmente e a cana transportada em carretas ou carroças para ser picada em picadeiras estacionárias, próximas do local de fornecimento. No caso de um número maior de animais, usam-se máquinas forrageiras que cortam, picam e carregam em uma única operação.
A limitação mais séria ao uso da cana reside no seu baixo teor de proteína bruta e degradabilidade da fibra, resultando em baixo consumo. Nessas condições, o uso isolado da cana-de-açúcar não é capaz de atender nem mesmo às necessidades de mantença do animal. Entretanto, o seu uso, associado com uma fonte protéica, tal como a uréia + sulfato de amônio, pode resultar em ganhos de até 300 g/cab./dia. A mistura recomendada é de 90% de uréia e 10% de sulfato de amônio e aplicada na base de 1 kg para cada 100 kg de cana fresca picada, isto após a fase de adaptação de uma semana. Na fase de adaptação, usar apenas 0,5 kg da mistura para os mesmos 100 kg de cana picada. A mistura uréia + sulfato de amônio pode ser preparada e guardada. A aplicação da mesma sobre a cana é feita da seguinte forma:
· para cada 100 kg de massa de cana picada, já distribuída no cocho ou no campo, aplicar a mistura uréia + sulfato de amônio diluída em 3-4 litros de água, com a ajuda de um regador. Essa distribuição deve ser a mais uniforme possível;
· para ganhos na faixa de 500 g/cab./dia, há necessidade de se acrescentar à cana tratada, concentrados protéicos de origem vegetal. 
Neste sentido, o uso diário de 600g por animal de farelo de arroz integral tem mostrado desempenhos satisfatórios;
· para animais em confinamento, com ganhos entre 600 e 700 g/cab./dia, há a necessidade do uso de misturas protéicas/energéticas (por exemplo, 80% de milho e 20% de farelo de soja), fornecidas na base de até 2,5 kg por animal/dia. Neste caso, atenção especial é necessária em termos de retorno econômico, visto a baixa conversão alimentar normalmente obtida quando se usa cana. Talvez esta forma deva ser usada apenas como uma estratégia para explorar a alta no preço do boi ao final da entressafra, confinando animais erados com peso vivo médio acima de 400 kg.

Fonte: Embrapa 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Consumo de iogurte pode estar associado com menor risco de diabetes tipo 2






A alta ingestão de iogurte pode estar associada com um menor risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2, sugere uma nova meta-análise. Novos dados, publicados na BMC Medicine, coletou os resultados de três estudos prospectivos de coorte que acompanharam o histórico médico e os hábitos de estilo de vida de profissionais de saúde – descobrindo que o consumo de uma porção de 28 gramas de iogurte por dia foi associada com uma redução de 18% no risco de diabetes tipo 2.

Pesquisas anteriores propuseram que cálcio, magnésio ou ácidos graxos específicos presentes nos produtos lácteos podem reduzir os riscos de diabetes tipo 2, enquanto também sugerem que certas bactérias probióticas encontradas no iogurte podem melhorar os perfis de gordura e o status antioxidante nas pessoas com diabetes tipo 2.

“Descobrimos que a maior ingestão de iogurte está associada com um menor risco de diabetes tipo 2, enquanto outros alimentos lácteos e o consumo total de lácteos não mostrou essa associação, disse o pesquisador sênior da Escola de Saúde Pública de Harvard, Frank Hu. “As descobertas consistentes para iogurtes sugerem que esse pode ser incorporado em um padrão saudável de dieta”.

Entretanto, a equipe disse que para confirmar essa observação e investigar se o consumo de iogurte é ou não causa de menor risco, experimentos aleatórios controlados são necessários.
A equipe de pesquisa de dados analisou dados de três estudos de longo prazo anteriores – esses estudos foram o Estudo de Acompanhamento de Profissionais de Saúde (HFPS), que incluiu 51.529 dentistas, farmacêuticos, veterinários, médicos osteopatas e podólogos, com idade de 45 a 75 anos, todos do sexo masculino; Estudo de Saúde das Enfermeiras (NHS), que começou em 1976 e acompanhou 121.700 mulheres enfermeiras dos Estados Unidos com idade de 30 a 55 anos; e Estudo de Saúde das Enfermeiras II (NHS II), que acompanhou 116.671 enfermeiras com idade de 25 a 42 anos começando em 1989. No começo de cada estudo de coorte, os participantes completaram um questionário para obter informações de base sobre o estilo de vida e a ocorrência de doenças crônicas. Os participantes foram, então, acompanhados a cada dois anos com uma taxa de acompanhamento de mais de 90%.
Os participantes seriam excluídos da análise se tivessem diabetes, doenças cardiovasculares ou câncer no início. Também foram excluídas pessoas que não incluíram informações sobre consumo de lácteos. Isso deixou um total de 41.497 participantes do HPFS, 67.138 do NHS e 85.884 do NHS II.

“Nosso estudo se beneficiou de ter uma amostra grande, altas taxas de acompanhamento e avaliações repetidas dos fatores dietéticos e estilos de vida”, disse o primeiro autor do estudo, Mu Chen.

Dentro das três coortes, 15.156 casos de diabetes tipo 2 foram identificados durante o período de acompanhamento. A equipe reportou que o consumo total de lácteos não esteve associado com o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2; entretanto, quando eles avaliaram o consumo de produtos lácteos individuais – como leite desnatado, queijos, leite integral e iogurte -, descobriram que o consumo de iogurte esteve associado com um menor risco de diabetes tipo 2. Essa associação permaneceu após ajustes serem feitos para fatores de risco para doenças crônicas, como idade e Índice de Massa Corpórea (IMC), bem como fatores dietéticos, disse Hu e seus colegas.

A equipe, então, conduziu a meta-análise, incorporando seus resultados e outros estudos publicados que investigaram a associação entre os produtos lácteos e a diabetes tipo 2. Essa análise descobriu que o consumo de uma porção de 28 gramas de iogurte por dia esteve associada com uma redução de 18% no risco de diabetes tipo 2.

A reportagem é do Dairy Reporter.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Bezerros sadios - essa é a meta


 
É nos bezerros que se encontra o futuro do rebanho, quando estes são destinados à reprodução, bem como os lucros do criador, quando eles são vendidos para o corte ou recria. Portanto, a produção de bezerros sadios é um dos fatores da maior importância para o pecuarista.

Assim sendo, o criador deve tomar uma série de cuidados e providências, todas da maior importância, sendo que algumas delas são necessárias mesmo antes do nascimento das crias. Podemos destacar, entre elas, as seguintes:

- O criador só deve empregar, nos acasalamentos, bons reprodutores, que tenham boa saúde e que sejam novos para que assim obtenha bezerros fortes e sadios;

- Escolher vacas novas, sadias, bem conformadas, boas leiteiras e que possam ser boas parideiras e criadeiras, pois isto representa outro fator de grande importância para a obtenção de bons bezerros;

- Vacinar a vaca um mês antes de ela dar cria, empregando uma dose de vacina contra a pneumo-enterite dos bezerros, dose esta que deverá ser repetida 15 dias antes do nascimento do bezerro;

- Colocar a vaca, alguns dias antes do parto, em um pequeno pasto ou piquete bem limpo e tendo à sua disposição, água fresca e limpa;

- O criador deve assistir aos trabalhos de parto, de preferência com o acompanhamento de um médico veterinário, só intervindo quando for necessário auxiliar o nascimento da cria;

- Se a cria não começar respirar logo após o nascimento, o criador deve forçar a vaca a lamber o seu bezerro, pois essa massagem provocará os movimentos respiratórios normais. Se isto não der certo, o criador, com uma pena ou uma palha fina deve fazer cócegas dentro das narinas do animal. A fumaça de cigarros ou cachimbos ou jogar água fria ou vinagre dentro das narinas pode provocar a respiração devido a um fenômeno reflexo.

Antes de tudo, porém, é preciso fazer uma limpeza nas narinas do recém-nascido, pois muitas vezes elas podem ficar obstruídas por catarros ou qualquer outra substância.

Quando, apesar dessas medidas, os movimentos respiratórios não se iniciarem, deve ser aplicada a respiração artificial. Para isso, deve ser puxada a língua do animal ao mesmo tempo que são feitas compressões na região do tórax, sobre as costelas. Esses movimentos devem ser alternados.

Outra providência de grande importância é "curar" o umbigo do bezerro, isto é, do seu cordão umbilical. Em geral, basta desinfetá-lo com iodo, mercúrio cromo, mertiolate ou qualquer outro desinfetante. Para isso é melhor usar uma vasilha de boca larga contendo o remédio no qual é mergulhado o umbigo do bezerro durante 1 ou 2 minutos. É aconselhável repetir o tratamento no dia seguinte.

Para evitar que a mosca varejeira pouse, provocando o aparecimento de bicheiras, deve ser passado um repelente em volta do umbigo. Pode ser empregado óleo de peixe ou uma pomada específica que espante as moscas.

O tratamento do umbigo é de grande importância porque ele é uma verdadeira porta de entrada para um grande número de doenças, além da bicheira e da inflamação das veias do umbigo, conhecida popularmente pelo nome de "umbigueira" dos bezerros.

Quando o cordão umbilical não se rompe na hora do parto, quando ficou muito comprido, é necessário que seja cortado. Para isso deve ser desinfetado e depois amarrado com um fio ou mesmo barbante molhado em creolina ou outro desinfetante, a uns 8 ou 10cm de distância do umbigo. Depois, é só cortá-lo abaixo da ligadura e tratá-lo como já foi explicado.

Como o bezerro logo depois de nascido procura a vaca para mamar, é necessário que ela esteja com o úbere limpo. Por isso é aconselhável lavá-lo com sabão e água (de preferência morna) e secá-lo com um pano ou toalha limpos, antes que o bezerro mame, o que geralmente ocorre dentro de mais ou menos meia hora após o seu nascimento.

Se nesse espaço de tempo o bezerro não mamar, é preciso ajudá-lo a se alimentar mesmo que seja necessário dar-lhe o leite na boca.

Quando a vaca, por qualquer motivo não quiser deixar o bezerro mamar é necessário forçá-la, nem que seja forçoso amarrá-la ou colocá-la em um tronco. Na maioria das vezes isso acontece quando ela está com o úbere muito congestionado e dolorido ou então porque está mesmo querendo "enjeitar" a sua cria. Nesses casos, o indicado é ordenhá-la e depois procurar acalmá-la, pois em geral isto dá bons resultados.

É necessário que fique bem esclarecido, por ser de grande importância, que o bezerro tem que mamar o leite da vaca quando ele ainda está "sujo", porque este leite contém o colostro até durante mais ou menos 8 dias após o parto. O colostro é indispensável ao bezerro nos seus primeiros dias de vida porque é muito nutritivo e bastante rico em proteínas, albumina, saia minerais (principalmente cálcio e fósforo) e também vitaminas, em especial a vitamina A. Além disso, o colostro possui propriedades laxativas, facilitando a eliminação do mecônio que é matéria fecal que se encontra nos intestinos dos bezerros antes do seu nascimento.

O colostro, devido a certas substâncias nele contidas tem ainda a propriedade de proteger o bezerro, até certa idade, das doenças que normalmente o atacam, como por exemplo a pneumo-enterite. Portanto, todos os bezerros recém-nascidos devem receber o colostro, inclusive aqueles que são alimentados "no balde".

O alojamento é um outro fator que concorre, em grande parte, para o sucesso da criação. É necessário que os bezerros sejam em instalações secas, frescas e limpas. É aconselhável ainda fornecer-lhes uma cama de palha sempre seca e limpa e que deve ser mudada de preferência todos os dias.

O melhor é o uso de compartimentos individuais para cada bezerro, ou então a sua manutenção em pequenos lotes, sendo todos da mesma idade.

Finalmente, pessoal habilitado é um dos principais fatores para o sucesso da criação e obtenção de bezerros fortes e sadios.